Figuras Ilustres

 

 

 

Fernão Mendes Pinto

Henrique Canto e Castro

Octávio Pato

 

 

Fernão Mendes Pinto  (voltar ao inicio)
Fernão Mendes Pinto (Montemor-o-Velho, 1509 — Almada, Pragal 8 de Julho de 1583)

Passa por ter feito parte da primeira expedição portuguesa que logrou alcançar o Japão, em 1543, sendo como tal um dos responsáveis pela introdução das armas de fogo naquele país.
Ainda pequeno, um seu tio levou-o para Lisboa onde o pôs ao serviço na casa de D. Jorge de Lencastre, Duque de Aveiro, filho do rei D. João II. Manteve-se aqui durante cerca de cinco anos, dois dos quais como moço de câmara do próprio D. Jorge, facto importante para a comprovação da sua descendência de uma classe social que contradizia a precária situação económica que a família então detinha.

Em 1537, parte para a Índia, ao encontro dos seus dois irmãos. De acordo com os relatos da sua obra Peregrinação, em 1538 foi numa expedição ao mar Vermelho participando num combate naval com os otomanos, ficando prisioneiro, foi vendido a um grego e por este a um judeu que o levou para Ormuz, onde foi resgatado pelos portugueses.

Acompanhou a Malaca Pedro de Faria, de onde fez o ponto de partida para as suas aventuras, tendo percorrido, durante 21 acidentados anos, as costas da Birmânia, Sião, arquipélago de Sunda, Molucas, China e Japão. Numa das suas viagens a este país conheceu S. Francisco Xavier e, influenciado pela personalidade, decidiu entrar para a Companhia de Jesus e promover uma missão jesuíta no Japão.

Em 1554, depois de libertar os seus escravos, vai para o Japão como noviço da Companhia de Jesus e como embaixador do vice-rei D. Afonso de Noronha junto do rei de Bungo. Esta viagem constituiu um desencanto para ele, quer no que se refere ao comportamento do seu companheiro, quer no que respeita ao comportamento da própria Companhia. Desgostoso, abandona o noviciado e regressa a Portugal.

Com a ajuda do ex-governador da Índia Francisco Barreto, conseguiu arranjar documentos comprovativos dos sacrifícios realizados pela pátria, que lhe deram direito a uma tença, nunca recebida. Desiludido, foi para Vale de Rosal, em Almada, onde se manteve até à morte e onde escreveu, entre 1570 e 1578, a obra que nos legou, a sua inimitável Peregrinação. Esta só viria a ser publicada 20 anos após a morte do autor, receando-se que o original tenha sofrido alterações às quais não seriam alheios os Jesuítas.

Deixou-nos um relato tão fantástico do que viveu (a Peregrinação, publicada postumamente em 1614), que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade; de tal modo que até se fazia um jocoso dito com o seu nome: Fernão Mendes Minto, ou então ainda: Fernão, mentes? Minto!. (in Wikipedia)

 

Henrique Canto e Castro  (voltar ao inicio)
Henrique Canto e Castro (Lisboa, 24 de Abril de 1930 — Almada, Pragal 1 de Fevereiro de 2005)
Estreia-se (ainda aluno do Conservatório Nacional de Teatro) na histórica companhia dos Comediantes de Lisboa, em 1946, ao lado de João Villaret, Assis Pacheco, António Silva, Ribeirinho (também encenador), entre outros. Distinguido pelo Conservatório Nacional com o Prémio Eduardo Brazão (1947), ingressa no Teatro Apolo, com Laura Alves e Assis Pacheco. De seguida integra o elenco fixo do Teatro Nacional, onde conquista o Prémio da Crítica em 1964. Depois do Teatro Monumental fixa-se numa companhia sediada no Teatro Villaret, constituída por Eunice Muñoz, José de Castro, Fernando Gusmão, entre outros. No Teatro Aberto (sob a direcção de João Lourenço) conquista mais um Prémio da Crítica, após ter ganho o Prémio de Melhor Actor pela Associação Portuguesa de Críticos com A Excepção e a Regra, de Bertolt Brecht, encenado por Joaquim Benite na Companhia de Teatro de Almada. É em 1999 que interpreta o papel de bobo em Rei Lear, de Shakespeare, encenado por Richard Cotrell, no TNDMII. Contou ainda com numerosas participações no teatro radiofónico da Emissora Nacional, onde ingressara aos 12 anos.

 

Octávio Pato  (voltar ao inicio)
Octávio Pato (Vila Franca de Xira,1 de Abril de 1925 — Lisboa(?), 19 de Fevereiro de 1999)
Octávio Floriano Rodrigues Pato nasceu a 1 de Abril de 1925 na aldeia de S.João dos Montes, situada enre Vila Franca e Alhandra. Aos 14 anos de idade, começa a trabalhar na indústria do calçado e como empregado numa sapataria. Este emprego deu-lhe uma perspectiva da vida e do mundo. Destacado dirigente comunista, esteve preso durante vários anos. Foi membro da comissão central da MUD juvenil (Movimento de Unidade Democrática), onde organizava as comissões de jovens trabalhadores. Durante o julgamento, em pleno Tribunal Plenário (tribunais criados pelo regime ditatorial para julgar e condenar os opositores políticos) denunciou as torturas de que fora vítima na prisão. Depois do 25 de Abril de 1974, Octávio Pato foi deputado e Presidente do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia Constituinte, em 1975, e deputado da Assembleia da República de 1976 a 1991. No Partido Comunista Português, foi membro da Comissão Central de Controlo e Quadros de 1988 a 1992, membro da Comissão Política de 1974 a 1988 e do Secretariado do Comité Central de 1974 até ao fim da sua vida. Octávio pato foi também candidato à Presidência da República nas primeiras eleições para este orgão de soberania realizadas em 1976. Faleceu no dia 19 de Fevereiro de 1999. O seu empenhamento, a dedicação de 60 anos da sua vida a trabalhar e a lutar pela causa da democracia, do socialismo e do comunismo, permanece na história de portuguesa, como marca indelével e exemplo de vida.